As cidades com a saúde mais desenvolvida do Brasil — RS e PR lideram.

Todos os 17 primeiros colocados no ranking são de um desses dois estados.

 

Quase metade dos 5.565 municípios brasileiros registrou um nível alto de desenvolvimento em saúde em 2016, segundo o IFDM (Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal), elaborado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro.

Mesmo entre esses bons índices, dois estados se destacam: os 17 primeiros lugares da lista são todos de cidades no interior do Rio Grande do Sul e do Paraná.

Indo mais longe, dos 50 municípios com melhor índice de saúde, 39 estão na região Sul – e 30 deles só no Rio Grande do Sul.

Mas o que estas cidades fizeram para receber uma pontuação tão alta? A Firjan analisou quatro critérios: proporção de atendimento adequado de pré-natal; óbitos por causas mal definidas (quanto menor a proporção, melhor); óbitos infantis por causas inevitáveis; e internações sensíveis à atenção básica.

A leitura dos resultados é feita considerando-se 0 a menor pontuação possível, e 1 a maior. Quanto mais próximo de 1 o índice, portanto, maior o desenvolvimento da cidade naquele quesito.

Pontuações acima de 0,8 levam a um índice considerado alto; entre 0,6 e 0,8, o desenvolvimento é considerado moderado; de 0,4 a 0,6, a avaliação é regular; e abaixo de 0,4 o estágio de desenvolvimento é baixo.

Situação nacional
A variável de saúde do ranking foi a que mais apresentou cidades com alto desenvolvimento: 2.698 (entre 5.565). Além disso, foi a que teve menor volume de cidades com desenvolvimento regular (612) ou baixo (89).

Como os demais índices que compõem o ranking da Firjan, o indicador de saúde melhorou em relação ao ano anterior: de uma média de 0,7534 em 2015 para 0,7655 em 2016. Essa alta, no entanto, foi a menos significativa de toda a década.

Entre todos os critérios que compõem a avaliação, a Firjan destaca que o atendimento pré-natal é o que mais precisa avançar. Em 2016, um terço das gestantes brasileiras não tiveram acesso ao número adequado de consultas recomendadas pelo Ministério da Saúde (pelo menos sete).

O volume de mortes infantis por causas evitáveis melhorou, mas também está longe do satisfatório. Naquele ano, foram mais de 27 mil crianças mortas por causas que poderiam ser evitadas com ações mais efetivas dos serviços de saúde.

A desigualdade entre as regiões também continua preocupante: na região Norte, 32,3% das cidades ficaram com avaliação regular ou baixa (muito acima da média nacional, que é de 12,6%). No Pará, esse percentual ficou em 53,8% (ou seja, 77 dos 143 municípios foram avaliados com desenvolvimento regular ou baixo).

No Nordeste estão os dois estados nos quais a maioria dos municípios recebeu avaliação regular ou baixa: Maranhão (com 54,8% de “reprovados”) e Bahia (51,8%).

Ranking UF Cidade Pontuação
1º RS Ilópolis 0,9997
2º RS Montauri 0,9997
3º PR Cambira 0,9932
4º RS Vespasiano Corrêa 0,9838
5º PR Diamante do Sul 0,9837
6º RS Cotiporã 0,9829
7º RS Barracão 0,982
8º PR Novo Itacolomi 0,9811
9º RS São José do Inhacorá 0,9804
10º RS São Valentim do Sul 0,9802
11º RS Marau 0,9799
12º RS Ibiaçá 0,9794
13º RS Travesseiro 0,9791
14º RS Camargo 0,978
15º RS Colinas 0,9777
16º PR Marilândia do Sul 0,9775
17º RS São João da Urtiga 0,9772
18º SP Mirassolândia 0,9768
19º RS Santa Maria do Herval 0,976
20º RJ Piraí 0,9744
21º RS Vale do Sol 0,9743
22º ES Laranja da Terra 0,9739
23º RS Relvado 0,9724
24º MG Santana do Deserto 0,9723
25º RS Picada Café 0,9723
26º PR Cianorte 0,9718
27º RS Casca 0,9714
28º SP Bálsamo 0,9713
29º SP Lutécia 0,9708
30º PR Três Barras do Paraná 0,9704
31º RS Coronel Pilar 0,9704
32º RS Nova Boa Vista 0,9702
33º RS Nova Bassano 0,9701
34º RS Tapera 0,9693
35º PR Curitiba 0,9685
36º SP Oscar Bressane 0,9677
37º MG Olaria 0,9677
38º RS Augusto Pestana 0,9674
39º SC Peritiba 0,9673
40º RS Nova Bréscia 0,9673
41º RS Paverama 0,9671
42º PR Cafelândia 0,9666
43º SP Mendonça 0,9665
44º RS Vila Maria 0,9658
45º RS Teutônia 0,9654
46º SP Borá 0,9653
46º RS Nova Alvorada 0,9653
48º RS Vale Real 0,9651
49º CE Itaiçaba 0,9651
50º RS Bento Gonçalves 0,9649

 

museu_do_pc3a3o_-_ilc3b3polis_01
Por Luiza Calegari (Gustavo.kunst/Wikimedia Commons)

Revista Exame

You may also like...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *