COM FIM DOS CONTRATOS RODOVIAS DA SERRA FICAM SEM PARDAIS

21/05/2019 19:19:16 alterado em 21/05/2019 19:20:03


Dos pontos monitorados por pardais que serão desligados em rodovias estaduais, quase um terço deles está concentrado na Serra. O fim do contrato entre o governo do Estado e as duas empresas que alugam os equipamentos se encerra na segunda quinzena de julho.

A medida afetará trechos que registravam muitos acidentes de trânsito no passado e tiveram redução de casos a partir do monitoramento dos equipamentos. Entre os pontos que ficarão sem fiscalização eletrônica está o Km 47 da ERS-122, conhecido como a Curva da Morte, entre Farroupilha e São Vendelino, e o Km 109 da RSC-453, perto da ponte sobre o Rio Buratti, em Farroupilha. A Rota do Sol, entre Caxias do Sul e São Francisco de Paula, também ficará sem esse tipo de fiscalização. A medida não altera o funcionamento das lombadas eletrônicas.

No total, 33 trechos de 13 rodovias gaúchas perderão temporariamente o monitoramento em todo o Rio Grande do Sul. Os equipamentos controlam a velocidade em 93 faixas de tráfego, sendo que 31 delas estão distribuídos em 9 trechos de três estradas na Serra. Os dois contratos para aluguel dos equipamentos, segundo o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), foram assinados em 2014. Eles não poderão ser prorrogados. Somente em 2018, o governo pagou R$ 4,11 milhões com a locação dos pardais.

A autarquia já encaminhou à Secretaria de Fazenda os expedientes solicitando autorização para a abertura do processo licitatório. Porém, ainda não foi dado o aval para realização da concorrência. Mesmo assim, a Secretaria Estadual dos Transportes informa que "o processo está sendo executado com a máxima celeridade possível".

Entre a publicação do edital, realização da licitação, assinatura de contrato, início da instalação dos equipamentos, aferimento pelo Inmetro e começo dos registros fotográfico serão necessários entre quatro e seis meses. Dessa forma, os pardais deverão permanecer meses desligados.

Polícia rodoviária vê riscos

Segundo levantamento da GaúchaZH, pardais desligados em rodovias estaduais não são novidade. Em novembro de 2010, os equipamentos foram desativados devido ao fim do contrato emergencial assinado entre o governo e a empresa Kopp Tecnologia. Os pardais só foram religados quatro anos depois, depois que o Piratini finalizou licitação, assinou contrato com a Perkons e a Fiscal Tecnologia de Automação , que realizaram as instalações dos controladores.

O comandante do Pelotão Rodoviário de Gramado, tenente Cleo Minuzzo, vê com preocupação a ausência de pardais especialmente na Rota do Sol. Contudo, ele diz que a fiscalização será mantida por meio de radar móvel.

— Claro que nos afeta, mas o radar móvel acaba tendo resultados maiores, pois dá para fazer o monitoramento em pontos onde ocorrem mais acidentes. Das rodovias com pardais, a Rota do Sol acaba sendo uma das principais para esse tipo de monitoramento, pois o movimento no verão é bem complicado — diz Minuzzo.

O comandante da Polícia Rodoviária de Farroupilha, tenente Marcelo Stassak, acredita que a tendência é não elevar a quantidade de acidentes nas primeiras semanas, uma vez que os motoristas estão acostumados a reduzir a velocidade nos pontos onde estão os equipamentos atualmente. Contudo, os riscos voltariam a crescer posteriormente.

— A Curva da Morte é um exemplo de como o equipamento funciona. Ali, os acidentes diminuíram muito — ressalta Stassak.

TRECHOS QUE FICARÃO SEM PARDAIS

ERS-122

São Sebastião do Caí: km 18, na entrada da cidade, sentido Porto Alegre

Bom Princípio: km 28, perto do acesso ao bairro Santa Terezinha, sentido São Sebastião do Caí

Farroupilha: km 47, trecho conhecido como Curva da Morte, no limite com São Vendelino

Caxias do Sul: km 67, logo após a entrada para o Campus 8 da UCS, sentido Farroupilha

ERS-324

Casca: km 252, a 10 quilômetros da zona urbana, sentido Casca-Nova Prata

RSC-453

Carlos Barbosa: km 86, a 5 quilômetros da zona urbana, em direção a Boa Vista do Sul

Farroupilha: km 109, perto da ponte sobre o Rio Buratti

Rota do Sol (RSC-453)

Caxias do Sul: km 167, dois quilômetros após o acesso à Vila Seca, sentido Caxias-São Francisco de Paula

Lajeado Grande: km 210, a 10 quilômetros da sede do distrito, em direção ao Litoral

São Francisco de Paula: km 230, entre as localidades da Várzea do Cedro e Tainhas



Fonte Jornal Pioneiro

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