Tentando salvar as árvores da Praça da Bandeira.

Em recente entrevista aqui em nossa emissora o Biólogo do Município, João Augusto Bagatini, comentou da necessidade de se derrubar toda à árvore que teve uma queda de galho na Praça da Bandeira, porque segundo ele, as rachaduras na estrutura seriam mais profundas. Nós questionamos uma forma ou produto para ser aplicado, evitando que a água entrasse e com isso, evitar de se ter que retirar toda à árvore, o que convenhamos seria algo muito triste. Nossa reportagem esteve no local e percebeu que funcionários municipais, fizeram agora, um “corte reto” e que existe a possibilidade de se aplicar um fungicida, tentando preservar oque sobrou da árvore e será feito uma constante observação. Mas mesmo assim novas árvores serão plantadas próximas, já pensando no futuro da Praça da Bandeira.

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Entre os dias 29 de fevereiro e primeiro de março, o conjunto das maiores árvores da Praça da Bandeira (tipuanas e canafístulas) passou por uma nova avaliação técnica pelo engenheiro florestal e engenheiro em segurança do trabalho, Sydney Brasil, acompanhado pelo biólogo do Município, João Augusto Bagatini.

 

O fato foi gerado após a queda de um galho de uma das tipuanas de mais 50 anos que está plantada na praça. A queda não ocasionou problemas aos usuários da praça, mas, por precaução, requer ações preventivas por parte da Administração Municipal.

Na segunda-feira, 29 de fevereiro, Sydney aparou o restante do galho que caíra e, na sequência, foram feitas avaliações de rotina nas demais árvores. Os especialistas elaboraram um laudo técnico que relata a avaliação completa.

De acordo com os técnicos, a queda do galho foi causada por uma conjugação de diversos fatores: extensão do galho (16 metros), deterioração interna da madeira, excesso de peso causado pelo acúmulo de umidade nas plantas epífitas que recobrem os galhos pois havia chovido na véspera, e superação da capacidade de resistência mecânica da madeira somada às condições acima elencadas.

A queda do galho ocasionou fraturas internas no caule da tipuana que pode se agravar com o passar dos anos pelas intempéries e pelo desenvolvimento de fungos decompositores que causam necrose da madeira.

Entre as opções preliminares de controle, eles apontaram a realização de tratamento periódico da madeira fraturada com fungicidas, prolongando a sanidade e preservação do lenho da tipuana atingida, plantio de substituição de novas mudas em locais adequados para o futuro crescimento sadio, limpeza dos galhos com a remoção do excesso de peso causado pelas plantas epífitas, ou até mesmo o abate preventivo, que seria uma medida muito drástica e causaria grande mudança no cenário urbano de Nova Prata.

Outras alternativas foram indicadas como a necessidade de executar novas etapas de poda e a redução de copa da árvore atingida, além de medidas preventivas como escoramento de alguns galhos mais baixos e instalação de um sistema de cabeamento dos galhos mais longos e elevados.

 

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